As Delegacias de Defesa da Mulher do estado de SP fecham a partir das 18h e aos finais de semana.

Mas a violência contra a mulher não tem hora marcada! Depois de muita mobilização, no dia 07/08/2016 o governo do estado anunciou que SP terá sua primeira Delegacia de Defesa da Mulher 24 horas.

Precisamos comemorar o resultado e continuar firmes na luta, afinal, uma só delegacia não será suficiente. Não vamos descansar até conseguirmos levar atendimento 24h para as cinco regiões da cidade e outras cidades do estado.

Pra isso, vamos reunir milhares de assinaturas e entregar ao governador Geraldo Alckmin e ao secretário de segurança do estado de SP, Mágino Alves, com o nosso pedido. Assine já a petição!

Assine a petição por Delegacias da Mulher 24 horas!

0 pessoas querem atendimento 24h às mulheres vítimas de violência!
POR QUE DELEGACIAS 24 HORAS?
                        


PEDIDO DIRETO AO GOVERNADOR!

Além da petição, usamos uma nova estratégia de pressão onde convidamos as pessoas a pedirem #DelegaciaDaMulher24h diretamente ao Governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, deixando um comentário em qualquer publicação da página do governador no facebook.

A lógica era, quanto mais pressão a gente fizesse, mais chances teríamos de ver nosso pedido atendido. As pessoas podiam escrever com as suas palavras mas também ajudamos deixando uma colinha:

"Governador, violência não tem hora marcada. A cada 11 minutos, uma mulher é estuprada! Queremos #DelegaciaDaMulher24h já!"


Geraldo Alckmin (PSDB)




TELEFONAÇO NO SECRETÁRIO!

Para aumentar a pressão, no dia 27 de agosto de 2016, fizemos um grande TELEFONAÇO para o gabinete do Secretário de Segurança Pública do Estado de SP, Mágino Alves, por #DelegaciaDaMulher24h.

Foram 93 ligações fazendo que o telefone do gabinete tocasse o dia inteiro com o mesmo pedido. Era só deixar o celular no formulário no Panela de Pressão (veja exemplo ao lado ou clique na imagem para saber mais) que direcionávamos de forma automática e gratuita com o gabinete do Secretário.
INTERVENÇÃO ARTÍSTICA NOS 10 ANOS DE LEI MARIA DA PENHA

No domingo, 07/08, o Brasil inteiro celebrava os 10 anos da Lei Maria da Penha, um marco em relação a violência de gênero no país. Na Av. Paulista, milhares de pessoas foram impactadas pela nossa intervenção, que tinha como objetivo chamar a atenção do poder público para a importância de um atendimento adequado para as mulheres.

A ação virou notícia em jornais como Estadão,
Folha de SPPortal G1 e
UOL

Veja mais imagens aqui. (Fotos por Ju Simões)





VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER
As mulheres tem conquistado grandes avanços, mas os números mostram que ainda temos um longo caminho a percorrer no combate ao patriarcado e ao machismo.
Segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), ocorrem 527 mil casos de estupro no Brasil, ao ano. No entanto, estima-se que apenas 10% dos casos cheguem a polícia.

Dados do Ministério da Saúde de 2011, por sua vez, mostram que 15% dos estupros foram registrados como coletivos, 70% vitimizaram crianças e adolescentes, e em 32,2% dos casos com crianças e em 28% dos casos com adolescentes os algozes eram amigos ou conhecidos da vítima.

Em 2013, pesquisa Chega de Fiu Fiu do Think Olga mostrou que 90% das mulheres já deixaram de usar roupa decotada por medo de sofrer algum tipo de assédio, enquanto 81% das entrevistadas disseram já terem deixado de fazer alguma coisa por medo de serem assediadas pelos homens.

O número de mulheres mortas em condições violentas cresceu 21% entre 2003 e 2013, passando de 3.937 para 4.762, segundo dados do Mapa da Violência 2015: Homicídio de mulheres no Brasil. O aumento representa uma média de 13 homicídios femininos por dia.

Outra pesquisa do Ipea de 2014 mostra que 26% da população brasileira declara que “mulheres com roupa curta merecem ser atacadas”.

A cada 11 minutos uma mulher é vítima de estupro no Brasil, de acordo com dados do 9º Anuário Brasileiro de Segurança Pública.

O Projeto de Lei 5.069/2013, de autoria de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) aprovado em outubro na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados, pretende dificultar a realização de aborto em casos de estupro e prevê pena a qualquer um que oriente a vítima sobre as possibilidades legais de aborto em casos de violência sexual. Também exige B.O. e exame de corpo de delito para dar acesso à profilaxia para estupro, como pílula do dia seguinte, e orientação psicológica.

É por essas mulheres e por todas as outras que ainda estão sujeitas a entrarem para as estatísticas que estamos lutando para melhorar o atendimento às vítimas de violência sexual. Assine agora nossa petição por Delegacia da Mulher 24h:


MAIS SOBRE O ASSUNTO
Veja aqui as matérias e documentos que usamos para embasar nossa petição.

POR QUE A MINHA SAMPA ABRAÇA ESSA CAUSA?

A Minha Sampa é uma rede de ação que conta com mais de 200 mil pessoas que se mobilizam por uma São Paulo mais democrática, inclusiva e sustentável. Acreditamos que para isso acontecer, precisamos avançar na consolidação dos direitos das mulheres. 

Em 2014, pressionamos o Metrô de São Paulo a criar a primeira campanha de prevenção ao abuso sexual no transporte público. Em seguida, impedimos a criação do Vagão Rosa, uma medida discriminatória e segregadora que impedia o livre acesso das mulheres aos espaços públicos e atrasava, ainda mais, a implementação de soluções efetivas contra o assédio. 

E para construir mais espaços de fala e ação para as mulheres em São Paulo, criamos a Rede Mulheres Mobilizadas SP, que já conta com mais de 200 minas.

Foi a partir dessa iniciativa que decidimos lançar essa campanha. Os abusos e agressões contra mulheres acontecem a qualquer hora. O mínimo que podemos exigir é atendimento imediato, 24 horas e 7 dias por semana.