As Delegacias de Defesa da Mulher do estado de SP fecham a partir das 18h e aos finais de semana.

Mas a violência contra a mulher não tem hora marcada! Depois de muita mobilização, no dia 07/08 o governo do estado anunciou que SP terá sua primeira Delegacia de Defesa da Mulher 24 horas.

Precisamos comemorar o resultado e continuar firmes na luta, afinal, uma só delegacia não será suficiente. Não vamos descansar até conseguirmos levar atendimento 24h para as cinco regiões da cidade e outras cidades do estado.

Pra isso, vamos reunir milhares de assinaturas e entregar ao governador Geraldo Alckmin e ao secretário de segurança do estado de SP, Mágino Alves, com o nosso pedido. Assine já a petição!

Assine a petição por Delegacias da Mulher 24 horas!

20961   pessoas querem atendimento 24h às mulheres vítimas de violência!
O QUE QUEREMOS NA PRÁTICA?
                 
POR QUE DELEGACIAS 24 HORAS?
                        


PEÇA AO GOVERNADOR!

Além da petição, usamos uma nova estratégia de pressão onde convidamos as pessoas a pedirem #DelegaciaDaMulher24h diretamente ao Governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, deixando um comentário em qualquer publicação da página do governador no facebook.

A lógica era, quanto mais pressão a gente fizesse, mais chances teríamos de ver nosso pedido atendido. As pessoas podiam escrever com as suas palavras mas também ajudamos deixando uma colinha:

"Governador, violência não tem hora marcada. A cada 11 minutos, uma mulher é estuprada! Queremos #DelegaciaDaMulher24h já!"


Geraldo Alckmin (PSDB)




TELEFONAÇO NO SECRETÁRIO!

Para aumentar a pressão, na quarta-feira, 27 de agosto, fizemos um grande TELEFONAÇO para o gabinete do Secretário de Segurança Pública do Estado de SP, Mágino Alves, por #DelegaciaDaMulher24h.

Foram 93 ligações fazendo que o telefone do gabinete tocasse o dia inteiro com o mesmo pedido. Era só deixar o celular no formulário no Panela de Pressão (veja exemplo ao lado ou clique na imagem para saber mais) que direcionávamos de forma automática e gratuita com o gabinete do Secretário.
INTERVENÇÃO ARTÍSTICA NOS 10 ANOS DE LEI MARIA DA PENHA

No domingo, 07/08, o Brasil inteiro celebrava os 10 anos da Lei Maria da Penha, um marco em relação a violência de gênero no país. Na Av. Paulista, milhares de pessoas foram impactadas pela nossa intervenção, que tinha como objetivo chamar a atenção do poder público para a importância de um atendimento adequado para as mulheres.

A ação virou notícia em jornais como Estadão,
Folha de SPPortal G1 e
UOL

Veja mais imagens aqui. (Fotos por Ju Simões)





MAPA DAS MINAS
Conheça os grupos e coletivos feministas dos quatro cantos do estado, que levarão as táticas que criaremos juntas para suas cidades, aumentando a pressão no Governador e no Secretário de Segurança Pública por Delegacias de Defesa da Mulher 24 horas, 7 dias por semana.

Estamos buscando embaixadoras da campanha #DelegaciaDaMulher24h.

Se você participa de algum grupo ou coletivo feminista inscreva-se para levar para sua cidade as táticas que criaremos juntas.

A decisão sobre o horário de funcionamento das 132 Delegacias de Defesa da Mulher do estado de São Paulo, assim como das 9 da capital, é uma prerrogativa do Governo Estadual e não das Prefeituras.

Portanto, essa é uma luta estadual. Precisamos juntar forças com outras organizações e movimentos que atuam no restante do estado para aumentar a pressão sobre o secretário de segurança, Mágino Alves e o governador Geraldo Alckmin. Chega junto!

Seja uma embaixadora:

74   mulheres ou coletivos já se inscreveram para levar nossa campanha pra suas cidades.
VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER
As mulheres tem conquistado grandes avanços, mas os números mostram que ainda temos um longo caminho a percorrer no combate ao patriarcado e ao machismo.
Segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), ocorrem 527 mil casos de estupro no Brasil, ao ano. No entanto, estima-se que apenas 10% dos casos cheguem a polícia.

Dados do Ministério da Saúde de 2011, por sua vez, mostram que 15% dos estupros foram registrados como coletivos, 70% vitimizaram crianças e adolescentes, e em 32,2% dos casos com crianças e em 28% dos casos com adolescentes os algozes eram amigos ou conhecidos da vítima.

Em 2013, pesquisa Chega de Fiu Fiu do Think Olga mostrou que 90% das mulheres já deixaram de usar roupa decotada por medo de sofrer algum tipo de assédio, enquanto 81% das entrevistadas disseram já terem deixado de fazer alguma coisa por medo de serem assediadas pelos homens.

O número de mulheres mortas em condições violentas cresceu 21% entre 2003 e 2013, passando de 3.937 para 4.762, segundo dados do Mapa da Violência 2015: Homicídio de mulheres no Brasil. O aumento representa uma média de 13 homicídios femininos por dia.

Outra pesquisa do Ipea de 2014 mostra que 26% da população brasileira declara que “mulheres com roupa curta merecem ser atacadas”.

A cada 11 minutos uma mulher é vítima de estupro no Brasil, de acordo com dados do 9º Anuário Brasileiro de Segurança Pública.

O Projeto de Lei 5.069/2013, de autoria de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) aprovado em outubro na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados, pretende dificultar a realização de aborto em casos de estupro e prevê pena a qualquer um que oriente a vítima sobre as possibilidades legais de aborto em casos de violência sexual. Também exige B.O. e exame de corpo de delito para dar acesso à profilaxia para estupro, como pílula do dia seguinte, e orientação psicológica.

É por essas mulheres e por todas as outras que ainda estão sujeitas a entrarem para as estatísticas que estamos lutando para melhorar o atendimento às vítimas de violência sexual. Assine agora nossa petição por Delegacia da Mulher 24h:


MAIS SOBRE O ASSUNTO
Veja aqui as matérias e documentos que usamos para embasar nossa petição.

POR QUE A MINHA SAMPA ABRAÇA ESSA CAUSA?

A Minha Sampa é uma rede de ação que conta com mais de 100 mil pessoas que se mobilizam por uma São Paulo mais democrática, inclusiva e sustentável. Acreditamos que para isso acontecer, precisamos avançar na consolidação dos direitos das mulheres. 

Em 2014, pressionamos o Metrô de São Paulo a criar a primeira campanha de prevenção ao abuso sexual no transporte público. Em seguida, impedimos a criação do Vagão Rosa, uma medida discriminatória e segregadora que impedia o livre acesso das mulheres aos espaços públicos e atrasava, ainda mais, a implementação de soluções efetivas contra o assédio. 

E para construir mais espaços de fala e ação para as mulheres em São Paulo, criamos a Rede Mulheres Mobilizadas SP, que já conta com mais de 200 minas.

Foi a partir dessa iniciativa que decidimos lançar essa campanha. Os abusos e agressões contra mulheres acontecem a qualquer hora. O mínimo que podemos exigir é atendimento imediato, 24 horas e 7 dias por semana.